quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O ACONTECIMENTO MAIS TERRÍVEL DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE (AUSCHWITZ E BIRKENAU)


O ACONTECIMENTO MAIS TERRÍVEL DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE (AUSCHWITZ E BIRKENAU)

Na Segunda Guerra Mundial, morreram mais ou menos 50 milhões de pessoas. Mas o que foi feito pelos nazistas, através do comando de Hitler, no campo de concentração Auschwitz e Birkenau, não dá para entender ou sequer tentar entender, o que um homem pode ser capaz através do espírito imundo. Pobre alma...

Estive algumas vezes na cidade de Oswiecim Polônia onde ainda se encontra o histórico campo de concentração Auschwitz e Birkenau. É preciso ter um coração muito forte para conseguir olhar todo este lugar e o Museu que lá se encontra, onde foram mortos milhões de seres humanos, por simplesmente existir o racismo no coração de um homem usado pelo diabo.

Existem muitos dados de números diferentes de pessoas mortas no território da Polônia. Exemplo: Data 31/12/1945 – Fonte – Investigação Francesa sobre crimes Nazistas de guerra – Número = 8.000.000; Data 19/08/1998 – Fonte – Rabino chefe da Polônia (Suddeut Zeitung) – Número = 6.000.000; Data 20/04/1978 – Fonte – Le Mode (jornal diário Francês) – Número = 5.000.000. Como podemos ver o número é assustadoramente grande. Diz a história que a grande maioria destas pessoas eram judeus e o restante poloneses, ciganos e outros.

Sessenta e seis anos passaram desde a libertação de Auschwitz. É uma história que custa a escrever. Custa pelo significado simbólico que acarreta. Custa pelo passado i história que carrega. Custa pelo que foi. Custa porque quase foi a morte da esperança.

O ano de 2005 ficou marcado pelo 63º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz por parte das tropas russas. A descoberta dos efeitos da "Solução Final" não poderia ter sido mais impactante, tendo revelado ao mundo o que a humanidade poderia fazer a si mesmo. Mais do que nunca, a recordação dos milhões de vítimas da barbárie nazista - judeus, ciganos, homossexuais ou quaisquer outros grupos rotulados de "raça inferior" - não deverá resumir-se a uma mera lembrança, passiva e indiferente aos acontecimentos de hoje. “Ainda estou para encontrar alguém que tenha feito alguma coisa em Auschwitz” disse o juiz Hofmeyer. “O comandante não estava presente, o oficial de serviço só estava por acaso, o representante da Secção Política foi apenas levar umas listas e outro qualquer foi levar umas chaves.” Hofmeyer, o autor deste comentário, era juiz-presidente do que ficou conhecido como “Julgamento de Auschwitz”, processo que teve início em Frankfurt em Dezembro de 1963 e só terminou a 20 de Agosto de 1965. Sentados no banco dos réus havia mais de 20 ex-comandantes, embora o mais proeminente dos acusados, Richard Baer, último comandante do mortífero campo de concentração nazista, preso em 1960, tivesse morrido de doença circulatória.

Dos três comandantes, Baer seria o único a escapar ao veredicto dos tribunais: Rudolf Höss e Arthur Liebehenschel foram ambos executados em 1947. Nas notas autobiográficas escritas na prisão, Höss (que foi responsável por Auschwitz desde a sua abertura, em Maio de 1940, até Novembro de 1943) deixou registrado: “Por vontade do Reichsführer, Auschwitz converteu-se na maior instalação de extermínio de seres humanos de todos os tempos. Que esse extermínio em massa dos judeus fosse necessário ou não, não me cabia a mim julgá-lo, estava fora das minhas atribuições. Se o mesmíssimo Führer havia ordenado a solução final do problema judaico, não competia a um nacional-socialista de toda a vida como eu pô-lo em causa”.

Auschwitz começou por ser um campo de concentração igual aos outros. Erguendo-se a cerca de 60 quilômetros de Cracóvia, na Polônia, seguia o modelo de Dachau, perto de Munique, criado em Março de 1933, três meses após a nomeação de Hitler para chanceler. Mas se a política concentracionária está presente desde o início do regime (com os campos a servirem de depósito e de local de trabalho escravo para os perseguidos do nazismo), só com a radicalização da política anti-semita surgem os primeiros campos de extermínio, aqueles onde será levado a cabo o assassinato em massa dos judeus (além de outros grupos de prisioneiros: ciganos, homossexuais, comunistas, etc.), pela exclusiva razão de o serem.

Seis dos cerca de 20 campos que funcionavam em 1944 dedicavam-se com afinco à “solução final”: Treblinka, 750 mil vítimas; Belzec, 550 mil; Sobibor, 200 mil; Chelmno, 150 mil; Majdanek, 50 mil; e, rebentando com a escala desta contabilidade diabólica, Auschwitz, mais de um milhão! Como Majdanek, Auschwitz era um campo misto. As suas instalações iniciais (Auschwitz I) foram pensadas para 7 mil prisioneiros, mas antes de estarem concluídas já alojavam 18 mil. O campo continuaria a alargar-se, dando origem a Auschwitz II (Birkenau) e Auschwitz III (Monowitz, onde foi erguida a gigantesca IG Farben, então a maior empresa química do mundo, que produzia, entre outros, as pastilhas de cianeto usadas nas câmaras de gás).

Os primeiros detidos, majoritariamente poloneses, chegam em Junho de 1940. Em Dezembro de 41 terão início as execuções com gás: no Bloco XI de Auschwitz I são assassinados prisioneiros russos e doentes terminais. Em Birkenau, as primeiras câmaras de gás situavam-se a norte, rodeadas por um bosque, e eram conhecidas por Bunker I e II (no total, albergavam seis câmaras). Funcionam de Março de 1942 até a Primavera de 43, quando mais quatro instalações abrem em Birkenau, cada uma comportando uma ou mais câmaras de gás. Era em Birkenau que, à saída dos comboios, se realizava a seleção dos que seguiam imediatamente para o matadouro e daqueles a quem ainda seria permitido sobreviver mais algum tempo (as mulheres e as crianças eram quase sempre assassinadas de imediato). Números aproximados somam 1,3 milhões de pessoas deportadas para Auschwitz, das quais 1,1 milhões morreram. Destes, 960 mil eram judeus, 70 a 75 mil poloneses, 21 mil ciganos, 15 mil prisioneiros soviéticos e 10 a 15 mil de outras nacionalidades. Em Novembro de 1944, comesaram a destruir as câmaras de gás, e os presos começam a ser evacuados para outros campos de morte. No mês anterior, os membros do Sonderkommando, comando especial constituído por presos que trabalhavam nos crematórios, haviam se revoltado e o crematório IV, onde se alojava a maior parte, foi incendiado. Ao abandonar Auschwitz, no início de 1945, soldados levam consigo cerca de 60 mil pessoas, o que ficará para a história como “marchas da morte”. Quando as tropas soviéticas chegam, por acaso, em 27 de Janeiro de 1945, encontram os destroços recentes do crematório V cobertos de neve e cerca de 7 mil sobreviventes que, demasiado fracos para seguirem, tinham ficado para trás. Muitos morrerão nos dias seguintes. Tardarão mais de 20 anos até que o genocídio dos judeus perpetrado em Auschwitz seja levado a sério. Em 1965, ainda se ouvia no tribunal de Frankfurt que “a maioria do povo alemão não deseja que se façam mais julgamentos de criminosos nazistas”. Wydawnictwo Państwowego Muzeum Oświęcim-Brzezinka.

UM POUCO SOBRE HISTÓRIA DA POLÔNIA.


UM POUCO SOBRE HISTÓRIA DA POLÔNIA.

Muitas pessoas cultivam uma irrestrita simpatia pela Polônia, o segundo maior país do Leste europeu (depois da Rússia), que ocupa uma área de mais de 300 mil km2 e abriga uma população de 38,5 milhões de habitantes. Sua formosa capital, Varsóvia, se estende às margens do rio Vístula e possui 1,7 milhão de almas.

Gostaríamos de lembrar que poucos países saíram tão arrasados da II Guerra Mundial quanto a Polônia. Varsóvia teve 85% de sua área urbana transformada em cinzas quando Hitler, inspirado em Nero, imperador romano, e creio eu que tambem possuido pelos ispiritus imundos ordenou que a capital fosse explodida e incendiada durante meses seguidos. As outras cidades importantes sofreram castigo semelhante, os campos foram praticamente exterminados e as áreas cultiváveis envenenadas.

Varsóvia se libertou dos exércitos nazistas em 01 de agosto de 1944, e o país ficou inteiramente desocupado em 17 de janeiro de 1945, quando as autoridades locais estimaram que cerca de 800 mil patriotas haviam perecido durante o terrível conflito.

A reconstrução do país começou de imediato, assim que regressaram os poucos soldados que restaram inteiros nas frentes de combate, contingente que se juntou aos velhos, mulheres e crianças, para participarem ativamente dos trabalhos, sem contar com ajuda financeira do exterior, sofrendo frio e fome.

Anos difíceis se seguiram com os russos comandando as ações no território devastado que acabou dependente, econômica e politicamente, da então União Soviética, tornando-se um de seus satélites.

A Guerra Fria envolvia a Europa, com os americanos procurando espaço para se infiltrar por detrás da cortina de ferro, através de financiamentos escusos promovendo levantes e prometendo liberdade com democracia aos povos liderados pelos comunistas.

Os agitados anos 60 sacudiram o Velho Continente com revoltas marcantes como a Primavera de Praga e o movimento dos estudantes em Paris.

Na década seguinte, por ser o primeiro ministro polonês membro do Partido Comunista, o povo se lamentava espalhando que ele não passava de um vassalo da URSS. O orgulho polonês extrapolava e não permitia que a nação ficasse contente, pois havia uma espécie de inconformismo com a situação de dependência, mesmo reconhecendo os avanços extraordinários registrados, o número de novas indústrias que surgiam, o resultado satisfatório da agricultura, a reconstrução das cidades priorizando conjuntos residenciais populares para atender os mais necessitados, a educação que atingia níveis respeitáveis e gratuita, o bom atendimento médico oferecido e os resultados positivos da economia que se firmava aos poucos indicando um processo de desenvolvimento inequívoco e irreversível.

O movimento Solidariedade (de direita) tomou alento em 1978 e, no início da década de 80, a situação política se agravou com o governo tomando medidas restritivas drásticas para tentar conter o avanço da oposição que crescia ameaçadora.

A URSS entrou em crise e o Partido Comunista sofreu perigoso enfraquecimento. Em 1989 os dirigentes poloneses, sem apoio popular, se viram obrigados a realizar eleições livres e democráticas.

O povo não vivia na miséria nem passava fome, mas não se sentia feliz com o regime político e ansiava por maior grau de liberdade e melhores condições de vida.

Encorajada pelo exemplo da Perestroika surgida na URSS, a liderança do operário Lech Walesa, apoiada ostensivamente pelos americanos, conseguiu se impor chegando ao poder com certa facilidade. O povo sonhou com capitalismo, total liberdade e muitos partidos novos se formaram prometendo o impossível. Entretanto não conseguiram emplacar devido aos escândalos e desonestidade de seus idealizadores. O Partido Comunista sobreviveu sem se contaminar, fortaleceu seus quadros, e se alinhou como a mais expressiva liderança do país.”

Hoje a Polônia está com as suas expectativas voltadas para o futuro, depositando toda a sua esperança na União Européia. No mês de Maio de 2004 a Polônia entrou no Mercado Comum Europeu. Esta foi uma grande conquista para a maioria dos poloneses. Os jovens poloneses são os mais empolgados com essa nova porta, chance de emprego, em todos estes países que fazem parte da União Européia. Os poloneses mais idosos não estão muito entusiasmados com esta mudança radical. Pois alguns anos atrás a Polônia ainda se encontrava sob domínio comunista, e agora já faz parte da União Européia. O polonês que viveu o comunismo não recebe muito bem esta mudança.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

PEDIDO DE ORAÇÃO


PEDIDO DE ORAÇÃO

Tenho fé em Jesus Cristo que este pequeno texto vai despertar pessoas para orar pela Polônia, pelos missionários, e todas as nações que não conhecem a Jesus. Imploro em nome de Jesus Cristo, orem pela Igreja de Jesus Cristo aqui na Polônia, por nós missionários e por cada crente desta nação.

"Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos, e também por mim: para que se me dê palavra no abrir da minha boca para com intrepidez fazer conhecido o mistério do evangelho” (Ef. 6:18 e 19). Como podemos observar através do apóstolo Paulo, ele reconhecia que sem a oração da Igreja seu trabalho não seria eficaz. Portanto, orem para que os missionários tenham a autoridade espiritual necessária para executar a obra que Deus os enviou para que seja executada. Além disso, orem pelas necessidades pessoais dos missionários. Lembre-se que cada oração sua é atendida por Deus, e através de sua oração, Deus vai abrir portas de bênçãos e cortar todos os laços do inimigo. "Suplicai ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou preso” (Cl.4:3).

Orar pelas finanças, "Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação. E sabeis também vós, ó filipenses, que no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo, no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades” (Fp 4:14-16) . Nós sabemos que é através da Igreja que o sustento missionário é levantado. Por isso, precisamos orar pelas finanças para que Deus supra as necessidades da Igreja, de modo que ela tenha condições de manter o missionário no campo.

Orar pedindo grandes coisas ao Senhor na vida do missionário, “1.5 porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo e em plena convicção, como bem sabeis quais fomos entre vós por amor de vós. 5.17 Orai sem cessar.” (1 Tess. 1.5; 5.17); "a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tiago 5.16). Muitas vezes não conseguimos as coisas que pedimos por incredulidade e falta de persistência. Precisamos orar a Deus com fé, para que Ele possa usar os missionários por Ele enviados para o campo, com a mesma autoridade e poder que usou o apóstolo Paulo.

Texto por pr. Antero Kaczan. Direito autoral, somente permitido para uso pessoal.

TESTEMUNHO DE CONVERSÃO DE KASIA, ESPOSA DO PR. MISSIONÁRIO ANTERO KACZAN!!!


TESTEMUNHO DE CONVERSÃO DE KASIA, ESPOSA DO PR. MISSIONÁRIO ANTERO KACZAN!!!

Sou Kasia Adamczuk Kaczan, esposa do pr. Antero Kaczan. Nasci numa família de católicos, como 98% dos poloneses. Tenho uma irmã e um irmão, e eu sou a caçula. Minha mãe sempre ia na igreja católica, e eu com ela, até quando tinha os meus quinze anos, pois era forçada a ir. Mas para mim sempre foi tudo muito estranho, esquisito quando estava na missa, estas imagens de esculturas, não entendia nada.

Os meus pais por enquanto ainda são católicos, ou falando melhor a minha mãe é católica. O meu pai só vai para igreja quando tem um casamento ou velório. O meu irmão Piotr e a esposa também são católicos. A minha irmã mais velha, Renata, se converteu ao Senhor Jesus Cristo quando tinha 21 anos. Teve muitos problemas em casa por ter mudado de fé, como eles falam quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo. Chamam de seita, pois como pode? Era católica, “cristã” e agora não é mais católica. Esta é a mentalidade aqui na Polônia.

A Renata sempre falava de Jesus Cristo para mim, mas neste tempo era ainda muito nova e não entendia muito o que ela me falava. Quando o tempo foi passando entendia um pouco mais, mas ainda isto tudo para mim era muito confuso, estava ainda insensível ao amor de Deus.

Quando tinha 18 (dezoito) anos de idade, em 1997, tive um acidente de moto. Eu não estava pilotando a moto, era uma outra pessoa, também um jovem, e ele queria exibir-se. Estava mais ou menos a 120 km por hora, e um carro não deu muito lugar para a moto. Só me lembro que capotamos, a moto capotou muitas vezes, e foi parar uns 50 metros longe. O jovem também foi parar longe, e eu me lembro que fui parar uns 8 metros do local do acidente. Isto tudo foi muito rápido! Lembro-me que gritei “Jesus” e já me vi no chão, me encontrava entre a rua e a calçada. Depois alguém me colocou na calçada. Estava em estado de choque, me doía todo o corpo, e fiquei deitada um 20 minutos até que veio a ambulância. Depois quando me dei conta já estava no hospital.

Para a honra e glória do nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, não tive nenhuma fratura. Ainda quando estava no hospital comecei a procurar no meu corpo algum ferimento, e tinha somente alguns arranhões no joelho e nos cotovelos.

A partir deste dia os meus pensamentos a respeito de Jesus Cristo começaram a mudar. Sabia que foi a mão de Deus que me resgatou da morte. De verdade agradeci a Deus por este milagre, mas ainda não tinha entregado os meus caminhos nas mãos de Jesus Cristo.

No ano de 1998, um ano após o acidente, a minha irmã Renata me convidou para irmos numa “conferência de louvores” que se realizava na cidade de KIELCE no sul da Polônia. A conferência era de três dias de duração, e nesta conferência eu entreguei os meus caminhos nas mãos do Senhor Jesus Cristo, CHWAŁA BOGU = GLÓRIA A DEUS... Neste tempo ainda morava com os meus pais, mas depois que eles ficaram sabendo que eu também tinha me convertido, na cabeça deles “membro de uma seita”, o meu pai nos expulsou de casa. Eu e minha irmã Renata alugamos um quarto e moramos juntas. Trabalhávamos, então não tivemos muitas dificuldades financeiras, mas foi muito triste o que o nosso pai fez. Orávamos e ainda oramos para que eles possam conhecer Jesus Cristo.

Depois de um tempo passei pelas águas, passei a ser membro na (KOŚCIOŁ ZIELONOŚWIĄTKOWY) Igreja Pentecostal na cidade de Bialystok no nordeste do país a 75 quilômetros da fronteira com Belarus, e agora sou membro na Igreja onde o meu marido, pastor Antero Kaczan pastoreia. Isto fica no leste da Polônia, a 70 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, no estado de LUBELKIE. Quando conheci o missionário Antero, no dia 11 de Agosto de 2002, num culto de domingo, nem se passou pela minha cabeça que ele seria meu marido. Ele era para mim um irmão que veio do Brasil para a Polônia como missionário, e nada além disto. Mas a vinda dele para nossa cidade mexeu com muitas jovens da Igreja. Algumas chegaram até comprar chocolate para ele, mas ele parecia que não estava interessado por ninguém, não dava confiança.

Alguns meses depois, num culto de quinta feira, o missionário estava pregando a mensagem. Era um culto de doutrina da Palavra de Deus, e neste dia, quando ele pregava pelo Espírito Santo, pela primeira vez senti alguma coisa por ele. Pensei comigo: este servia para ser meu marido, mas a questão é se ele quer a minha pessoa por esposa. A partir desta quinta feira comecei a orar e perguntar a Deus se este pensamento, sentimento, este desejo do meu coração era da vontade de Deus. A resposta nós já sabemos: era da vontade de Deus. Nos casamos e temos uma vida muito equilibrada. Somos felizes, graças ao nosso Senhor Jesus Cristo” Tradução do testemunho do polonês para o português por pr. Antero Kaczan.

Texto por Katarzyna Adamczuk Kaczan. Testemunho! Direito autoral, somente permitido para uso pessoal.

ESPOSA E QUE IDIOMA DIFÍCIL!!!



ESPOSA E QUE IDIOMA DIFÍCIL!!!

(Foto eu e minha linda e abençoada esposa, casamento)

O nome de minha esposa é Katarzyna Adamczuk Kaczan, mas falamos Kasia. Aqui na Polônia eles mudam os nomes em até oito ou mais maneiras diferentes de falar e pronunciar. Estas mudanças chamam-se declinações e diminuições dos nomes e palavras. Por exemplo, em português “Pedro – Pedrinho”, em polonês pode-se mudar até oito vezes. O nome de minha esposa com declinações é assim: Katarzyna; Kasia; Kasi; Kasiu; Kaska; Kasią; Kasiunia e Kasienka. A gramática do polonês é muito, muito difícil. Dependendo da frase, muda-se o final da palavra ou nome, por exemplo: A Kasia esta na cozinha! Estive com a Kasią! Isto é para Kasi, ou falamos sobre a Kasi! Quando chamamos, falamos Kasiu! E assim por diante. O idioma polonês de verdade é muito difícil, e só pela graça se aprende. Glorifico a Deus, pois Ele me deu esta graça. Somente comecei a pregar normalmente em polonês depois de um ano e meio de Polônia, e glória a Deus por esta graça, pois conheci um missionário que já está aqui na Polônia há oito anos e ainda não fala praticamente nada em polonês. Ele é americano.

Vou escrever algumas frases e palavras em polonês, para vocês experimentarem pronunciar. Só para vocês terem uma pequena noção. Nomes de cidades por exemplo: (SZCZEBRZESZYN = nome de uma cidadezinha na Polônia); (SZCZECIN- nome de cidade); (ZAMOŚĆ = cidade onde temos uma de nossas congregações); (ZMARTWYCHWSTANIE = ressurreição); versículos bíblicos: Efésios 6:10-15 em polonês, “W końcu, bracia moi, umacniajcie się w Panu i w potężnej mocy jego. Przywdziejcie całą zbroję Bożą, abyście mogli ostać się przed zasadzkami diabelskimi. Gdyż bój toczymy nie z krwią i z ciałem, lecz z nadziemskimi władzami, ze zwierzchnościami, z władcami tego świata ciemności, ze złymi duchami w okręgach niebieskich. Dlatego weźcie całą zbroję Bożą, abyście mogli stawić opór w dniu złym i, dokonawszy wszystkiego, ostać się, stójcie tedy, opasawszy biodra swoje prawdą, przywdziawszy pancerz sprawiedliwości i obuwszy nogi, by być gotowymi do zwiastowania ewangelii pokoju,” (Ef. 6:10-15).


Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do diabo; pois não é contra carne e sangue a nossa luta, mas contra os principados, contra as autoridades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes. Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz,” (Efésios 6:10-15).

Quando estudamos este idioma, depois de algum tempo, meses de aulas, dá a impressão de que não sabemos nada. Parece que dá um branco na cabeça, mas através de orações, muitas orações e jejuns, Jesus Cristo dá graça, “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” Jesus Cristo!!!

A minha esposa tem me ajudado muito no idioma, nas traduções de materiais para o ensino, apostilas, etc. Obrigado Jesus!!!

Conheci a jovem Kasia no dia 11 de Agosto de 2002 na Igreja, num culto de domingo. Quando a enxerguei pela primeira vez, o coração bateu forte, pensei comigo, vou orar, se porventura esta for de Deus para mim, eu quero! O tempo foi passando, muitos trabalhos na Igreja, a qual estava apoiando, congregado, sempre envolvido nos trabalhos com os jovens, em geral em todos os trabalhos. E sempre orando, buscando a vontade de Deus... Eu e Kasia começamos a “namorar” no joelho, conversar, nos conhecer, dia 29 de Março de 2003, e nos casamos no dia 08 de Novembro de 2003. Em nosso casamento tudo foi pela fé, pois sabemos que ao missionário tudo é pela fé em Jesus Cristo. Marcamos a data do casamento para o dia 08/11/2003 pela fé, porque não tínhamos nada além da fé em Jesus. A Kasia não tinha o vestido de noiva, Deus deu... Eu não tinha o terno, Deus deu... Não tínhamos dinheiro para a decoração da Igreja e para a pequena recepção para os amigos, Deus deu... Jesus Cristo é maravilhoso! Vale a pena ser fiel a Deus! Senhor Jesus, que o Seu Nome seja glorificado hoje, e para todo sempre!!!

Texto por Pastor Antero Kaczan. Testemunho! Direito autoral, somente permitido para uso pessoal.

DEIXANDO A TERRA NATAL E QUANDO DEUS PROMETE ELE CUMPRE



DEIXANDO A TERRA NATAL E QUANDO DEUS PROMETE ELE CUMPRE.
Deus chamou Abraão, pois tinha uma grande obra a realizar através da vida dele. “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção. Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12.1-3).
Eu comecei a entender um pouquinho o que o patriarca Abraão sentiu quando Deus falou para ele, “Sai da tua terra”. A chamada missionária de Abraão: ele deixaria amigos, família e a terra natal. Levaria seus filhos a uma terra estrangeira, forçando-os assim a aprender outra língua e a viver em um lugar estranho. Apenas metade dos missionários permanece no campo mais do que o primeiro termo (3 a 5 anos). Não é fácil arrancar todas as raízes e começar tudo de novo. Alguns saem como aventureiros, outros ganham dinheiro para fazer isso, outros saem impelidos por intenso zelo religioso, muitas vezes tolos infantis. Aqueles que vão e perseveram tem por trás de si a vontade de Deus, e é isso que dá poder de permanência ao empreendimento missionário. Abraão foi um pioneiro, ou seja, alguém que vai para o deserto e ali prepara o caminho para outros. O pioneiro abre uma vereda, e os que o seguem abrem uma estrada. Assim sucedeu com Abraão.
Um país desconhecido esperava por Abraão. A chamada de Deus sempre tem um ou mais objetivos concretos. Quem nos mostra isso é o próprio Deus. Profunda verdade se oculta naquele ditado que diz: “quem não arrisca, não petisca”. Todos os grandes projetos custam alguma coisa para os que neles se aventuram. Mas todo risco acaba pagando dividendos. No caso de Abraão, grandes coisas estavam em jogo. Uma nação escolhida havia de surgir por meio dele, e o Messias seria seu filho.
“Essa chamada de Abraão é um emblema da chamada dos homens, por meio da graça de Deus, para fora deste mundo e dentre os homens, renunciando as vantagens materiais, não se conformando com elas, e esquecendo-se de sua própria gente e da casa paterna, a fim de apegar-se ao Senhor, seguindo-O para onde quer que Ele oriente” (John Gill, in loc.).
De mesma forma que Abraão recebeu as promessas de Deus, o Senhor deu para mim também muitas promessas. E foi através destas promessas que fui ao campo missionário. Tive fé, promessas de Deus, e a sua unção na minha vida. Eu entendo que para mim isto foi suficiente para ser uma benção e continuar sendo uma benção, pois as maiores promessas de Deus para a minha vida ainda não começaram a se realizar. Muitas delas o Senhor já realizou, e muitas estão por vir. Sempre repito nas minhas orações ao Senhor: Senhor eis-me aqui, realize as suas obras na minha vida.
Deixei no Brasil pai, mãe, irmãos, tios e tias, parentes, irmãos em Cristo e amigos, para receber as promessas. O que Deus quer realizar na minha vida é mais importante do que qualquer outra coisa. Isto não significa que não amo os meu familiares, parentes e amigos. Só Deus sabe o quanto choro quando oro por eles. Portanto tenho chamada de Deus, e é maravilhoso quando Deus nos usa. Imagine, medite um pouco, Deus, O Todo Poderoso, O Eu Sou, usando você! É isto que me fascina, a minha forca de vencer é esta, é dizer para Jesus Cristo: pode me usar... No meu entendimento, toda pessoa que é nascida de novo, que ama a Jesus Cristo, deveria dizer e deixar Jesus a usar quando Ele quiser. Uma coisa eu não entendo, quando uma pessoa diz que Jesus Cristo mora nela, e esta pessoa não fala de Jesus para outros que não o conhecem. Para reflexão: um irmão diz para você: hoje preguei o Evangelho! E você pergunta para este irmão: Quantas pessoas se converteram? E ele responde: Nenhuma! Você pergunta: Levou pedrada? E ele diz: Não! Posso dizer: Então você não pregou o Evangelho de Cristo! Isto é para uma pequena reflexão pessoal.
Quando pregamos o evangelho de Jesus Cristo alguma coisa deve acontecer, se não acontece nada, devemos nos perguntar o que está acontecendo conosco, pois pode ser que não estamos pregando o evangelho, e sim outra coisa qualquer. É fácil saber se estamos pregando o verdadeiro evangelho de Cristo ou não. Se estamos levando pedradas, se estamos sofrendo perseguições, calúnias, ataques do maligno, podemos saber que estamos no caminho certo. Agora se você não tem sofrido nada disto, ore a Deus e peça misericórdia e unção da parte dEle. Tem muitas pessoas brincando de ser servo de Deus, e isto é triste[...]
Amado, deixe Deus realizar a obra que Ele tem a realizar na sua vida, entregue-se a Ele, pregue o verdadeiro Evangelho, pelo poder do Espírito Santo, mas não esqueça de viver o que prega. “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós” (Mateus 5.10-12).
Texto por Pastor Antero Kaczan. Testemunho! Direito autoral, somente permitido para uso pessoal.

A VISÃO DA TERRA PROMETIDA E AS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS

A VISÃO DA TERRA PROMETIDA E AS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS

Quando o avião já estava sobrevoando sobre a Polônia, olhei para baixo pela janela. Foi a primeira visão da terra prometida, primeira visão do alto da terra que Deus prometeu para mim por herança. “Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão” (Salmos 2.8). Eu pedi a Polônia como herança ao Senhor, e tenho certeza que recebi. O avião pousou e todos se dirigiram para o portão de saída, nas cabines da Polícia de Fronteira da Polônia. Ali eles conferem os passaportes. Chegou a minha vez, era o último da fila e a preocupação era grande. A Polônia e o Brasil têm um acordo assinado. Este acordo foi assinado no ano de 2000, acordo de fronteira livre por três meses. Para o tempo maior do que três meses é preciso o visto de permanência. Mas este acordo não significa que eles precisam permitir todos a entrar no país. Na Polônia há poucos anos que tinha caído o regime diabólico “comunismo”. A Polônia sofreu com guerras, e além disto sofreu quarenta e quatro anos de regime comunista, quarenta e quatro anos de leis comunistas. O policial de plantão pediu o meu passaporte, dei a ele, olhou para a foto do passaporte e para mim umas três vezes. A foto que estava no passaporte estava sem óculos, mas neste momento estava usando óculos. Pediu para que eu retirasse os óculos. Retirei, olhou novamente no passaporte e para o meu rosto, chamou outro policial e entregou o meu passaporte. Após uns dez minutos retornou e entregou novamente para o policial que estava na cabine. Eu estava o tempo todo orando em espírito, pois precisava entrar na Polônia, esta era a vontade de Deus. Novamente o policial falou comigo, eu não entendi o que ele queria de mim, mas com um pouco de inglês do segundo grau, entendi que ele queria que eu mostrasse dinheiro para ele, ele queria verificar se realmente eu tinha dinheiro para me manter na Polônia estes dias, meses, que queria ficar na Polônia. Tinha comigo 1.500 Dólares, que a Igreja tinha me dado. Glórias a Deus por estes Dólares! Mostrei para ele estes dólares. Depois de uns 15 minutos nesta guerra espiritual, e muita adrenalina, o policial me entregou o passaporte e me disse que eu poderia passar. Aleluias... Aleluias... Ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém.

O meu único contado na Polônia era um brasileiro, não crente, que eu não conhecia. Obtive o número do telefone dele através de uma outra pessoa, e liguei para ele. Pedi se ele não poderia me esperar no aeroporto em Cracóvia, e ele disse que sim, graças a Deus! Ele esteve ali no aeroporto. A mão de Jesus Cristo sempre estava presente na minha vida... Aleluias.

Este brasileiro me levou a uma velha casa, e quando chegamos lá, tinha uma senhora idosa descendente de Turcos nos esperando, pois ela alugava quartos nesta velha casa.

Com este brasileiro tive contato umas duas vezes a depois nunca mais o vi. Algum tempo depois fiquei sabendo que ele retornou para o Brasil.

Agora já estava no campo missionário, as experiências começaram e bem fortes. Esta senhora turca cobrou bem caro o aluguel deste quarto em que morei vinte e oito dias. Ela simplesmente me explorou. A casa tinha sete quartos, banheiro e cozinha, sendo que o banheiro todos os moradores usavam, ou seja, banheiro e cozinha para sete pessoas. Na cozinha, quando chovia, tinha goteiras, molhava tudo, portanto era uma grande imundícia. O banheiro quando se dava descarga no vaso, a água não ia para o esgoto, mas sim voltava para cima, era um fedor tremendo. Certa vez limpei todo o banheiro e a cozinha, depois fui até um mercado para comprar alguma coisa para cozinhar, e quando retornei estava tudo sujo, pior do que antes que tinha limpado. As outras seis pessoas, que moravam nos outros quartos, eram muito desleixados, sujos, usavam as coisas na cozinha e depois não arrumavam nada, não lavavam nem sequer os pratos após o uso. Se alguém quisesse usar alguma coisa na cozinha, antes tinha que lavar, pois estava sempre tudo sujo. Nesta casa morei vinte e oito dias, e depois esta prova acabou. Glórias a Deus... Texto por Pastor Antero Kaczan. Testemunho! Direito autoral, somente permitido para uso pessoal.